Península de Maraú (BA)
Publicado por: mf em 18 nov 2009 ás 21:31h
Piscinas naturais e praias quase desertas fazem da Península de Maraú (BA) um refúgio imperdível

A Península de Maraú fica na Costa do Dendê, ao sul da Bahia, entre Morro de São Paulo e Itacaré. Só pela referência aos dois paraísos naturais vizinhos já é possível imaginar a riqueza das paisagens e ecossistemas da região.
São mais de 40 km de praias praticamente desertas o ano todo. Mesmo no verão, quando as pousadas ficam lotadas, as praias parecem vazias porque os turistas se dispersam pela vasta costa coberta de coqueirais.
Na maré baixa formam-se dezenas de piscinas naturais, lotadas de peixes, que surgem entre labirintos de arrecifes. Aliás, é importante consultar diariamente a tábua de marés porque as paisagens são capazes de se transformar completamente com as mudanças da lua e das marés.
A praia de Taipu de Fora é considerada uma das mais belas do Brasil porque tem uma piscina natural de um quilômetro de extensão com peixes de todas as cores. No verão, são feitos mergulhos com lanternas para observar a fauna marinha noturna. Já no inverno, as chuvas são mais freqüentes, mas os passeios acontecem normalmente e os períodos de lua nova e lua cheia, quando a maré está seca, são ideais para o mergulho.
Barra Grande é a maior vila da península e ainda preserva a simplicidade caiçara, apesar de abrigar as principais pousadas, bares e restaurantes da região.
Em quase todas as praias há pousadas com veículos 4×4, lanchas, catamarãs e bom atendimento, que organizam passeios para toda a região. Um dos mais conhecidos é feito de barco pelas ilhas da península. Ao chegar na ilha do Sapinho para o almoço, a melhor pedida é o guaiamum, um caranguejo azul catado na hora. Outro passeio famoso é para a bela cachoeira do Tremembé, a única no Brasil que deságua no mar. O barco chega tão perto da queda que é possível tocá-la antes de desembarcar.
A península pertence à APA (Área de Proteção Ambiental) Maraú, unidade de conservação de uso sustentável da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica no sul da Bahia, que possui uma série de leis de preservação da natureza.
A cidade que dá nome à região fica ao sul da península, longe das praias. Foi fundada em 1705 por frades italianos que se instalaram na aldeia indígena de Mayra-hú e preserva a igreja, casas coloniais e as ruínas de uma usina de querosene do século 19.
COMO CHEGAR: A partir de Itacaré (a 65 km de Ilhéus): após a travessia de balsa do rio de Contas, é preciso seguir em veículo 4×4. Em Itacaré, várias empresas oferecem o traslado (cerca de R$ 60 por pessoa), mas as pousadas da península de Maraú costumam ter seus próprios carros. O trajeto de 42 km até Barra Grande, na ponta da península, dura mais de duas horas. A partir de Camamu (a 176 km de Salvador): lanchas rápidas (30 minutos, R$ 15 por pessoa) ou escunas (uma hora e meia, R$ 5) fazem a travessia da baía de Camamu, a terceira maior do Brasil, passando por manguezais e áreas de mata nativa. É possível fazer o trajeto por terra, mas a estrada está em condições precárias e veículos 4×4 percorrem os 65 km até Barra Grande em cerca de três horas. A partir de Salvador a empresa Aerostar (71-377-4406, www.aerostar.com.br) oferece três vôos semanais (cerca de 40 minutos, R$ 190) até a pista próxima ao Kiaroa Beach Resort. A partir dali, o transporte é feito em veículos com tração nas quatro rodas.
Fonte: Uol Viagens
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